Desde pequeno crio gatos,
sendo um irreparável apaixonado por essa maravilhosa e fantástica espécie.
Acredito piamente, e defendo isso aos quatro ventos, que o gato é o melhor
animal para se ter em casa. Não que eu tenha algo contra as demais espécies,
mas acredito que nada é tão maravilhoso e recompensador quanto o amor de um
gato.
No entanto, vejo que as
pessoas apenas têm em gatos em muitos casos. Possivelmente por acreditarem que
os bichanos sejam realmente animais independentes tratam a casa como um espaço
para que durmam e dão comida algumas vezes ao dia.
Esse tipo de ação é uma
condenação para o bicho. Gatos que têm essa liberdade extrema são
frequentadores de ruas, em geral passando a noite toda fora, voltando durante o
dia para dormir. Muitos donos consideram isso como um ato de liberdade, mas não
é.
Os gatos são apenas
relativamente independentes. Nas ruas, estão expostos a todo tipo de perigo
possível, desde atropelamento, ataques de cães, ataques de outros gatos, brigas
sanguinárias e, principalmente, a imbecilidade de pessoas que tentam agredir ou
maltratar os animais, talvez puramente por maldade.
Por mais que sejam livres, o
gato não está, jamais, totalmente preparado pra isso. Apesar do costume de
voltar todas as manhãs, vai haver uma que ele não voltará mais. A maior
probabilidade é que ele tenha sucumbido aos perigos que a rua oferece.
Não vejo esse tipo de coisa
como ato de amor. Pra quem acompanha comunidades de gatos nas redes sociais, há
um número cada dia maior de pessoas que colocam anúncios na internet procurando
gatos que sumiram, citando ser um bicho dócil, às vezes deixando crianças
doentes.
Pois bem. As ONGs que maior
sucesso têm no tratamento de gatos dão a possibilidade de adoção com uma gama
imensa de escolha. O grande fato é que esta adoção precisa ser responsável. E
isso significa que o gato não pode ter acesso à rua, até porque a ONG busca a
felicidade do animal, não sua condenação.
Adoção responsável é colocar
telas nas possíveis saídas do gato. Janelas teladas impedem definitivamente a
passagem dele para a rua. A porta claro, não há como lacrar deste modo, mas
ainda assim mantê-la fechada é impedir que o bicho suma.
Nossas gatas, Siana e Sofia,
prestes a completarem dois anos, vieram para casa já com orçamento feito, e
pouco tempo depois, telas foram instaladas. As gatas, desde pequenas, não foram
acostumadas com a rua. Uma delas é fissurada em passear no jardim, até porque
há plantas na área comum do condomínio em que moro. Não negamos isso à pobre esfregona,
mas sempre o passeio é feito com supervisão, sendo que eu ou minha esposa
ficamos o tempo todo ao lado das gatas, impedindo completamente que ela corra
para a rua.
O costume foi tão grande
que, quando ela chega perto do portão, vendo movimentos de carros ou de
pessoas, já se assusta e volta para a área conhecida.
Não da pra vacilar e
acreditar que ela sempre terá medo, porque a tendência do gato é enfrentar e
vencer este medo. E uma hora ela vai chegar até a rua. Como não há qualquer
tipo de costume, a duração de vida dele talvez não chegue a 24 horas.
No entanto, com cuidados
básicos e supervisão, as gatas estão amplamente saudáveis, dóceis e muito
amadas, super companheiras e parte tão integrante da família, que podemos dizer
que são filhas. Meu persa viveu 12 anos, sempre com uma saúde de ferro, por ter
um acesso restrito à rua.
Sendo assim, se você
realmente ama o seu gato, e quer o melhor para ele, não deixe, sob hipótese
alguma, que ele seja um frequentador do mundo lá fora. Ele não irá durar muito
para expressar sua gratidão. Telar sua casa é um sinal de amor.
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