domingo, 27 de junho de 2010

Você merecem serem caçoados!


No ano passado o presidente do Corinthians começou um discurso dizendo que o time começava a projetar as comemorações para o centenário do time. A idéia era conquistar uma vaga para a Taça Libertadores, sendo pelo título da Copa do Brasil, sendo pela classificação através do Campeonato Brasileiro. Fizeram um estardalhaço para serem campeões da Copa, e através de algumas pequenas polêmicas, conseguiram.
Desde então, todos os argumentos do time era que o mesmo preparava-se para o torneio sul-americano, que guardava forças para tal, estariam planejando contratações, etc. O time fez um Brasileiro pífio, cheio de argumentos. Depois, em 2010, começou o Paulistão, e o time em marcha lenta. Tudo porque o importante era a Libertadores.
Foi criada uma campanha de marketing para a disputa, a mídia criou uma verdadeira overdose do assunto. Quase enlouquecemos. A torcida então, tornou-se insuportável. Aliás, em todas as competições desde 2000 os torcedores começam o campeonato pensando contra quem irão disputar a decisão do Mundial Interclubes (o verdadeiro!).
Falam até dizer chega. Comemoram o título de diversas maneiras na primeira fase. Em 2000, ainda fizeram bonito, chegaram na Semi Final, contra o Palmeiras, com um time muito inferior, que conseguiu virar um jogo perdido, numa disputa complicada, e ir à final, pela segunda vez consecutiva (uma vez que era o atual campeão, eliminando o mesmo timinho da marginal sem número no ano anterior). Mas em 2003 e 2006, com times caros, fortes e badalados, conseguiram perder, as duas vezes de virada, para o River Plate, que tinha um time fraco, e que parou na fase seguinte, sendo goleado por adversários inexpressivos. Uma delas com direito a quebradeira no Pacaembu pela torcida não admitir a mediocridade do time e aceitar a derrota.
Mas este ano era diferente. O time tinha muitas estrelas: Ronaldo, Roberto Carlos, Tcheco, Danilo, Felipe, Dentinho, etc. Não tinha River Plate  e Palmeiras, os grandes carrascos, e nem o Boca Juniors, que é o bicho papão da competição. Na cabeça deles, o São Paulo é freguês. Ou seja, título garantido.
E na primeira fase, uma campanha brilhante, contra os poderosos Independente Medelin (que conseguiu um quarto lugar uma vez), Cerro Porteño(recordista de participações sem título) e Racing do Uruguai (prazer!). 5 vitórias e um empate. Perfeito e irretocável. Primeiro colocado na primeira fase em geral (depois de superar arduamente estes grandes rivais). Daí, vinha o Flamengo nas Oitavas. Time que se classificou na sorte, em crise, com sérios problemas.
Então, deu a lógica: Corinthians fora da Libertadores. Mais um ano passando vergonha. Perdendo para um time com um a menos desde a metade do primeiro tempo. Sendo dominado no Pacaembu. Um time inferior que o eliminava, de novo.
Mas este ano vimos o recorde de gozações na Internet. Todo mundo tirando sarro dos torcedores, do time e da diretoria. Piadinhas, imagens, divulgação pelo orkut, twitter, blogs, sites de notícia, televisão, rádio. Foi uma festa. Nunca foi tão divertido tirar um sarro de corinthiano, nem quando o time foi rebaixado. E sabe por quê? Porque os torcedores não sabem torcer em silêncio. Quiseram encher o saco, comemorando superioridade antes da hora. Se acharam, como sempre. A mídia encheu a bola. Até o Marcelinho Carioca (grandes lembranças os palmeirenses têm dele na Libertadores, hein?) falou besteira em amistoso. E deu no que deu.
Será que agora vocês vão aprender a jogar primeiro e comemorar depois?
Ah! E antes que comemorem eventual eliminação do São Paulo, ou não participação do Palmeiras e do Santos, por favor, vejam a galeria de troféus da Libertadores, assim como os nomes escritos no mesmo. Acho que somente um dos grandes da capital não será encontrado. Pena que o São Caetano perdeu a final em 2002...

Uma grande sensação no final


Ontem, 03/04/2010, foi meu último dia como professor. Já havia feito meu pedido de exoneração no período da manhã, e fui à noite apenas para me despedir dos meus colegas, assim como receber uma pequena homenagem do povo do 2ºTB. Esperava alguma coisa emocionante, mas nada comparado àquilo.
Pude sentir, através de gestos, ações, palavras e abraços, que realmente deixei alguma marca naquele lugar. Os alunos demonstraram gostar realmente de mim. Recebi posteriormente uma mensagem agradecendo meu carisma. Espero que, além da minha simpatia, que o que tenha ficado seja algo de bom naquilo que eu tentei ministrar ao longo deste período sobre arte.
Trabalhar com o EJA foi um dos raros momentos de prazer na área da educação. Foi tão bom, que todos lutamos demais para que este curso fosse mantido. Todos sabemos que a real intenção do governo é finalizar o curso EJA, pois é um custo alto, segundo as afirmações oficiais, sem muitos números  a serem somados por índices eleitoreiros.
Mesmo assim, o EJA é o tipo de turma que realmente está lá porque valoriza o estudo perdido, porque quer tentar recuperar o que ficou para trás, e quer realmente aprender alguma coisa nova e produtiva para suas vidas. Por isso as aulas fluem com muita qualidade, e fiquei realmente triste em ter que abandoná-los.
Também fiquei emocionado com a presença de todos os colegas que dariam aula naquele dia. Todos estavam lá para se despedirem de mim. Nem todos são exatamente amigos íntimos, mas pude perceber que todos tinham algum tipo de consideração por mim. Todos abraços, cumprimentos e desejos de boa sorte ficarão marcados na minha memória, até porque acho que foi o melhor grupo de colegas que já tive na vida.
Fico feliz por ter deixado tais marcas, e feliz demais por ter me tornado um exemplo, onde todos irão buscar sempre coisas melhores em suas vidas. Logicamente todas as conquistas vieram suando sangue, perdendo noites de sono, perdendo momentos com a namorada, deixando de ter lazer, etc. Mas valeu a pena, e agora estou comemorando todo o esforço. E tenho certeza que todos irão se lembrar disso.
Só lamento que algumas das grandes pessoas da escola não estivessem lá no momento final, especialmente a Jane, a Fátima e a Vanessa, que dividiram comigo dentro de uma panela de pressão momentos terríveis, e ao mesmo tempo trouxeram alegria, não só para mim, como para todo o grupo. Mas entendo que ninguém vai sair de casa no momento do descanso só pra uma festinha de despedida de alguns minutos.
Mas fico feliz por todo este legado deixado, pelas boas marcas, pelos exemplos e pelos grandes momentos proporcionados dentro da escola Veridiana, pois apesar de ter enfrentado imensos problemas na estrutura da nossa educação, em politicagem e na falta de interesse dos alunos do curso regular, algumas pessoas fizeram com que estes momentos ficassem marcados para sempre na minha mente.

Aos críticos, com amor


Quando comuniquei ao meu avô o fato de ter sido nomeado para o cargo de Escrevente, ele me deu os parabéns, ficou bastante feliz, e disse uma frase que me deixou bastante chocado: “Eu sempre falei para as pessoas que você iria longe, mesmo todas elas dizendo que você não iria conseguir muita coisa na vida”.
Alguns dias depois, minha avó comentou a mesma coisa, dizendo que muitas pessoas não acreditavam no meu potencial, achando que eu somente daria problemas. Meu pai, de uma maneira mais indireta, afirmou o mesmo. Não sei exatamente se estas pessoas que disseram isso fazem parte da minha família, uma vez que sempre percebi que tenho uma das famílias mais desunidas da face da terra, com algumas raras exceções. É cobra comendo cobra.
Eu comecei a me lembrar aquele dia 30 de novembro de 2004, o dia em que eu estava acabado. Eu estava quase morto fisicamente, morto mentalmente. Estava desempregado, tinha tomado um pé na bunda, tinha problemas seríssimos com meu pai, minha mãe imersa em vícios, faculdade trancada... aquele parecia um dos piores pesadelos da minha vida. Poucos dias depois, eu sabia que iria dar a volta por cima, só não sabia exatamente por onde começar. E pra começar, quebrei o pau feio com pai, saí de casa, e fiquei seis meses sem falar com ele. Deve ter vindo mais uma saraivada nesse ínterim, nesse brilhante começo enfiando o pé na lama...
E de lá pra ca, depois de passado esse primeiro terremoto, o jogo começou a virar. Bem aos poucos. Fui fazendo tudo com calma, planejando, dando um passo de cada vez. Voltei a trabalhar, mostrei o meu valor. Voltei a prestar concursos, com mais afinco, e agora comecei a passar na maior parte deles. Reatei as relações com meu pai, e algum tempo depois, posso dizer que voltei a ser amigo dele. Comecei a namorar despretenciosamente, e descobri que estava diante da mulher mais maravilhosa que poderia sonhar. Fui morar sozinho, comecei a conquistar as minhas coisas.
Fui nomeado para o cargo de professor do Estado, cujo salário é baixo, mas foi o suficiente para que eu me mantivesse. Com isso, depois de suar muito, arrumar briga com metade da parentaiada, eu e ela compramos nosso apartamento. Simples, sem luxo, sem lazer, mas é nosso, e antes mesmo de casarmos. Começamos a planejar o tão sonhado casamento.
E enfim, fui nomeado para o cargo de escrevente. Um concurso que contou com 105.000 inscritos. E eu, sem qualquer formação em direito, passei, em 2109º lugar. Agora, depois de dois anos e meio, fui nomeado, e espero alguns poucos dias para a cerimônia de posse. Com isso, iremos preparar os ajustes finais para o nosso casamento, pagando a festa. Além disso, iremos conseguir fazer nosso apartamento planejado, valorizando nosso imóvel.
Em cerca de seis anos, eu realmente saí do inferno, e me senti como uma verdadeira Fênix, renascendo com força total. Às vezes penso que na verdade eu nasci pela primeira vez, pois até então eu simplesmente vivia por viver. Comecei a ver o sentido da vida, ter prazer nesta luta diária, sentir alegria em superar os obstáculos. Logicamente muita ajuda teve que existir para que eu conseguisse superar tantas barreiras, especialmente dos grandes amigos (e aí eu colocaria os amigos que agente conhece ao longo da vida, mas também os amigos que têm o nosso sangue, porque pra mim não basta ser parente, ter que ser amigo de verdade, e isso poucos são!). Meu pai me ajudou pagando a faculdade e me deu o suporte para conseguir superar aquele momento terrível, além de uma série de conselhos ao longo da vida (que eu só comecei a entender depois de uma certa idade); meus avós, que sempre estiveram do meu lado, para o que quer que fosse; alguns grandes caras que fizeram parte da minha vida, especialmente o grande (em todos os sentidos) Igor, que foi o cara que me carregou nas costas quando eu não queria mais andar, e me deu a chance que eu precisava para me levantar; e agora esta moça sensacional que está ao meu lado, fazendo dos meus dias incrivelmente felizes, mesmo quando agente briga!
Cara, eu olho pra trás, e tenho orgulho de mim mesmo. Eu vejo tudo o que passei, e realmente penso que eu queria ser eu mesmo, e ninguém mais. Adoro a maneira com que escrevi a minha história. Creio que, de certo modo, deixei uma boa lição de vida pra muita gente, que quiser aproveitar. Creio que consegui mostrar o que é sair do fundo do poço e recomeçar bem de baixo, e em pouco tempo ser um grande vencedor.
Então, neste momento, não posso deixar de pensar em todos estes críticos, que nunca acreditaram em mim, e que me viram somente como um derrotado sem forças e fraco. Aqueles que me abandonaram nas horas mais difíceis, que repudiaram sobre mim por eu ser bonzinho demais às vezes, os que mentiram, os que me enganaram. Todos estes, que foram essenciais para o meu crescimento, eu gostaria que assistissem de camarote este momento, porque neste momento a maior alegria que eu estou sentindo vem de vocês.
E para celebrar este momento único na minha vida, gostaria de lembrar o grande Maradona, e lhes dizer: CHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O fim de uma era


Hoje, dia 27 de abril de 2010, estou a poucos dias de deixar definitivamente o meu cargo de professor, e ingressar no de escrevente do Tribunal de Justiça. Fui aprovado também na perícia médica, sem necessidade de exames complementares, devendo agora apenas entregar minha certidão de nascimento. Por imposição legal, deverei ficar apenas no cargo de escrevente. Com isso, deixarei definitivamente a carreira na qual sou formado, e a qual exerço, mesmo que com interrupções, desde 2003.
Fiquei muito surpreso com o fato de muitos alunos terem lamentado tanto minha saída. Achei que pouco era o interesse, mas muitos chegaram a me dizer que eu era o melhor professor que eles tinham. Muitos gostavam da minha aula porque eu nunca dei muita importância para a técnica em si, gostava de propor alguns desafios mentais, onde eles seriam obrigados a pensar sobre algum tema polêmico, e expressar o que sentem a tal respeito. Por ser uma questão de opinião, acabava soltando boas notas, sem dar crédito pela qualidade técnica do trabalho. E isso mostrou grandes resultados, ajudando, mesmo que apenas inicialmente, com que meus alunos começassem a refletir sobre temas e aceitar visões contrárias.
Porém, muita coisa pesou para que eu tomasse a decisão de deixar minha vocação para trás e buscasse algo mais burocrático. O salário, as condições de trabalho, a importância dada a um e a outro... tudo o que eu já discuti em textos anteriores.
Fico decepcionado com o nosso governo. Tenho muita raiva do PSDB pelo caos em que eles transformaram a educação. Especialmente quando o partidário em questão é José Serra. Ele afirma que melhorou a educação, mas o que ele fez foi afundar o que já estava à deriva no meio da tempestade. E não só afundou como o fez com requintes de crueldade. Muitos dos efeitos serão sentidos com maior profundidade no futuro, mas até lá o povo não irá mais lembrar nem associar quem foi o responsável pelo desastre.
O PSDB trata os professores como lixo, paga mal, divide a categoria, os culpa pela situação, faz com que o público sinta raiva. Se qualquer órgão fizer uma pesquisa dentre os servidores públicos sobre o que pensam do governo Serra, apontaria, sem medo de errar, que 90% estará insatisfeita com o seu trabalho. Talvez boa parte queira que ele morra, com muito sofrimento e dor.
Outro fator importante para frustração de qualquer professor é a maneira como a sociedade vê a educação. Não sei se influenciados pela mídia, não sei se por culpa da Internet, por culpa exclusivamente de cada um (acho que um pouco de tudo), as pessoas não se interessam em estudar, não se interessam em construir um futuro, nem em ler bons livros, assistir bons filmes, ouvir boas músicas, nada... tudo vem muito mastigado, sem a necessidade de pensar. Ninguém tem argumentos o suficiente para contestar notícias vindas da mídia, nem opiniões de pessoas com “título de doutor”. Gilberto Dimenstein torna-se um grande colunista porque as pessoas não entendem o suficiente do assunto para saber que o cara fala mais besteira do que faz meu gato na caixinha de areia...
A luta torna-se com os próprios pais, para conscientizá-los que aquele momento, em que seu filho está estudando, é o de maior importância em sua vida, e fará toda a diferença. É uma luta incrível conscientizar um pai que ele é o responsável pela educação de seu filho, ele deve ensinar o garoto a ser um cidadão, e não a escola. Os pais são o exemplo maior que tem uma criança, e parece que isso não entra na cabeça deles!
Mas um dos pontos cruciais para a minha decisão foi ver como age a mídia quando o assunto é educação. Não há debates aprofundados, não há relatos de todas as partes envolvidas, não há críticas além de comentários sobre notícias. Manifestações de professores são tratadas como empecilhos ao trânsito, não uma mostra da realidade em que se encontra a educação. Não há o estímulo por uma programação de qualidade, somente Gugu, Faustão e Silvio Santos, o tempo todo (nada contra o entretenimento, mesmo que seja desse tipo desprovido de qualidade, mas apenas eu acho que deveria haver uma dosagem maior de níveis de qualidade ao longo de uma programação).
A mídia  faz críticas aos professores, mas quase nunca ouve a palavra do sindicato, apenas relata o que foi dito em uma breve frase. Não há depoimento de professores, nem a crítica de especialista que se colocam contrários ao governo. Não há sequer um debate de qualidade sobre o que se pode ser aproveitado nas ações do governo(e neste ponto devo dar os parabéns ao sr. Dimenstain, pois mesmo falando bobagem, ele ainda tenta trazer à luz a discussão a respeito. Se ele fosse um pouco mais verdadeiro em suas afirmações, mostrando o que realmente ocorre na sala de aula, ele seria um bom colunista).
A mídia ataca a categoria, mas não da chance para que ela se defenda. Alguns destes jornalistas que fazem as críticas à nossa insatisfação ganham três vezes mais do que nós. Quem consegue buscar se aprimorar sabendo que nunca será valorizado, exceto por uma provinha medíocre?
Ainda dou meus parabéns à Rede Record, pois eles buscaram mostrar em uma série de reportagens o que é a profissão professor, os riscos, desilusões e inúmeros problemas pelos quais passamos.
Por tudo isso que além do claro e inquestionável fator salarial, que faz com que qualquer homem que tenha o objetivo de se casar e constituir uma família, pagar um apartamento e queira dar uma condição mínima de qualidade de vida à sua esposa e seus futuros filhos, também toda a decepção e desilusão  com a área da educação, e todos os setores sociais que a cercam, fizeram com que eu tomasse a decisão de abandonar aquilo pela qual estudei a vida toda, investi dinheiro, para seguir um cargo burocrático, de nível médio, bem do tipo “apertar parafuso”, mas que pagará quase o dobro.
Precisa dizer onde a educação vai parar com toda esta situação? Salvem o Brasil, porque eu fui incompetente nisso!

Como o sucesso destruiu o talento


Antigamente eu era zoado por ser fã de Bon Jovi. Para muitos, o rock que eles faziam era uma música meio que pra criança, parecendo um som meio “gay”. Mas sempre achei interessante a mistura de rock com algo mais pop, mas mantendo a grande energia com o feeling do rock ´n´ roll, com bons solos, riffs empolgantes e uma base muito bem feita.
Não escuto sempre, de vez em quando, mais pra muito pouco, gosto de ouvir os clássicos da banda. E num final de semana estava ouvindo uma coletânia de hard rock que fiz para minha noiva, quando começou “Runaway”, uma das minhas preferidas da banda. Incrível como eles tinham uma alma rock e conseguiam empolgar com uma música tão simples e grudenta.
Acho que depois do Keep The Faith, de 1994, a banda afundou totalmente. Naquele momento saiu o baixista Alec John Such, aparentemente um membro secundário, mas que  mantinha essa característica do rock para o Bon Jovi. Desde então, eles têm investido em sons cada vez mais pop e menos rock, cheios de violão varrido, batidinhas, etc. Ainda tentaram algumas vezes retornar com algumas poucas músicas, mas nunca conseguiram reencontrar o espírito que possuíam com o hard dos anos 80 e 90.
Pesquisei alguns vídeos ao vivo da banda no Youtube, e percebi que os caras parece mque perderam o tesão pela música. São quatro caras, mais dois músicos de apoio. O tecladista David Byrne e o baterista Tico Torres, os dois mais submissos, são os dois que mostram algum ânimo no palco, pulando, fazendo caretas e mostrando vibração com as notas. Ritchie Sambora ainda têm uma certa simpatia, e uma técnica invejável. Porém, o dono da banda, Jon Bon Jovi, parece que comparece ao palco, assina o ponto, faz seu trabalho, e vai embora. Fica parado o tempo todo, com pouca interação com o público, sem arriscar as partes mais difíceis de sua voz em cada música, como se estivesse em um estúdio. Quando chega a parte do solo, fica parado num canto do palco, ou mesmo de costas para o público, virado para a bateria, dançando discretamente. Poucos sorrisos vêm por parte dele.
Pesquisei então alguns vídeos antigos, de 1984 a 1995. Ele era outra pessoa. Corria, pulava, sorria o tempo todo, balançava os cabelos, agarrava o guitarrista Sambora e o baixista Alec John Such, fazia dancinhas coerografadas ridículas com os dois colegas, chamava o público para cantar junto, agitar as mãos, berrar, etc. Dava para perceber uma imensa energia vinda do cantor, e um grande prazer em estar ali, cantando para aquela multidão. Já atualmente, ele parece que nem se importa mais com isso, apenas faz.
Apesar de conhecer vários casos do tipo, foi o mais gritante em que o sucesso parece ter subido para a cabeça. Um grande frontman que resolveu que sua música tinha que perder qualidade para se tornar pop, além de começar a correr cada vez mais para sua carreira solo, o que incluiu atuações em filmes. E com isso, tornou-se um mero executor de canções, sem ânimo, sem tesão pelo que faz. E assistir a um show do Bom Jovi hoje tornou-se um verdadeiro tédio, mesmo a banda ainda fazendo seu repertório na maioria com seus grandes clássicos, que ainda são músicas empolgantes.
Aqui, o sucesso parece ter se tornado mais importante do que a boa música.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ê, revistinha podre!


Esta semana chegou às bancas a nova edição da Revista Veja. Bom, temos que começar já comentando o óbvio: esta revista não serve nem para limpar a bunda, pois tem tanta sujeira em suas páginas, que infeccionaria o ânus de qualquer um.
A capa traz uma milagrosa foto sorridente de José Serra (que só nos mostra este seu lado alegre a cada quatro anos, coincidentemente), com os dizeres “Serra e o Brasil pós Lula”. Também faz referência a uma frase dita pelo ex governador, onde ele afirma que se preparou a vida toda para ser presidente.
Não precisa ter muito cérebro para saber que esta porcaria está fazendo clara propaganda política. Fico revoltado com isso, pois é uma das revistas de maior circulação no país, onde pessoas ignorantes que se julgam intelectuais irão ler estas defecações proferidas pelos redatores, e talvez sejam influenciados a acreditar nesta abobrinha.
Acharia perfeitamente normal que algum colunista se colocasse a favor de algum candidato, ou mesmo de algum partido. Jornais como a Folha de São Paulo mantém em seu quadro colunistas filiados ao PT e ao PSDB, e estes logicamente defendem sua ideologia. Seria absolutamente normal que um colunista fizesse o mesmo, em qualquer agência. Mas a própria revista se colocar como favorável a um candidato, dizendo-se ao mesmo tempo isenta e independente, colocando-se como defensora da verdade, aí já é demais.
Faz tempo que a revista vem mostrando sua clara intenção de denegrir o PT e o MST, seja lá no que for, colocando o presidente como ditador, apoiador de regimes terroristas, ou o MST como invasor de terras somente, como agressor da boa ordem, gente de má índole e criminosa. Algumas acusações às vezes são verdadeiras, e em alguns momentos eu chego a concordar, pois sabemos que no Brasil é difícil encontrar uma organização honesta. Mas é sempre. Sempre estes grupos são errados, bandidos e mal intencionados. Por outro lado, por mais que o PSDB erre, ele sempre é colocado como bem preparado e melhor grupo para dirigir nosso país.
Não sei o que esta pseudo mídia está ganhando em apoiar abertamente o candidato tucano, ainda mais sendo ele a pior escolha de todas, na minha opinião, mas fico imaginando que esta revisteca pensa que todo brasileiro é burro, e que não irá conseguir identificar a real intenção destes falsos jornalistas. E onde está o TRE agora para multar a campanha antecipada? Quando é com o PT não pode, mas com o PSDB não tem problema?
Isso é a nossa democracia?
Por essas e outras que concordo com a lei que exige responsabilidade da imprensa, que não poderia ficar divulgando coisas a torto e a direita, sem se responsabilizar por danos causados por informações falsas. Com uma lei assim, atrocidades como a revista Veja (como um todo) iriam ser definitivamente limadas do nosso país (e já não é sem tempo de sermos libertos de vez desta desgraça!).

PS: não irei colocar a imagem da revista no meu blog, pois não pretendo sujá-lo com este lixo.

Seleção brasileira não!


Alguns anos atrás tivemos a CPI do futebol, uma das maiores patifarias que já vi. Ao final dos trabalhos, o deputado Eurico Miranda, um dos principais acusados, pegou o microfone e decretou o fim dos trabalhos, sem que ninguém fosse condenado a nada.
Eu me lembro que naquela oportunidade a CBF era acusada de vários esquemas fraudulentos, especialmente nos contratos com a Nike, e alguns com a Globo. Existia um forte comentário de esquemas na Copa do Mundo. Alguns diziam que a seleção entregou a final da Copa de 98 (o que pode ser mesmo, pois nem para chegar à final era, uma vez que não estava jogando tão bem assim). Em 2002, por exemplo, eu acho que armaram para o Brasil ser campeão,  pois eu nunca tinha visto uma Copa onde todos os favoritos fossem eliminados na Primeira Fase de maneira vexatória e jogando sem vontade.
Depois disso, Ricardo Teixeira, o presidente da CBF, armou várias manobras e se perpetuou no poder, ficando por lá até 2014 com certeza. Ao longo de sua jornada, arrumou vários amistosos caça níquel para a seleção brasileira, participou de convocações polêmicas de jogadores com claros interesses comerciais e continuou fazendo parte de esquemas milionários com a Nike.
Atualmente, chegamos ao ponto máximo desse desastre, quando tentou apoiar Kleber Leite para a presidência do Clube dos 13, órgão que nem sequer a CBF tem relação, contra o candidato de apoio da maior parte dos clubes. Como o São Paulo apoiou Fábio Koff, Teixeira declarou publicamente que o Morumbi não reunia condições para sediar a Copa, fato que a própria FIFA desmentiu um dia depois.
Graças a este ser, o campeonato brasileiro é disputado entre os campeonatos europeus, o que faz com que muitos times percam jogadores no meio do torneio, assim como jogos são marcados na semana de jogos da seleção brasileira, o que inclui eliminatórias, e até mesmo a aberração de termos jogos começando às 21h50, terminando em horários em que os torcedores não conseguem mais transporte público.
Cada título da seleção brasileira, seja Copa América, Copa do Mundo, Copa das Confederações ou Copa do que quer que seja, são estes sensacionais líderes que realmente ganham. Ganham dinheiro, poder, prestígio e adoração por parte dos torcedores. E cada dia mais, esta corrupção se perpetua.
Sendo assim, eu me recuso terminantemente a torcer pela seleção brasileira de futebol. Sei que aqui é o país do jeitinho, onde a maior parte das pessoas gosta de se vangloriar por fazer coisas ilegais, como assaltar, traficar, torcer por um time que monta um esquema corrupto para ser campeão brasileiro e inventa um torneio mundial para dizer que tem algum título internacional, etc. Então o povo não liga se temos um pilantra no poder.
Mas eu ainda me considero uma pessoa honesta, e prefiro seguir meus princípios. Estes caras não me representam em nada. Assim como não me sinto representado por jogadores que gastam fortunas com carros, mulheres e baladas, que usam drogas, mantém relações com traficantes ou fumam adoidado. Este bando não me representa em nada, e só porque usam a bandeira do país na qual eu nasci, não significa que eu tenha que desejar que sejam vencedores. Meu orgulho nacional está em lutar pelo que é certo, pela melhoria do país, o que quer dizer: repúdio a toda esta corrupção!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Algo muito perigoso


Tempos atrás comentei sobre o maldito Big Bosta, e alguns males que esta desgraça causa para a nossa sociedade. Porém, um fato me chamou a atenção de maneira mais aprofundada em relação a ta programa. Não assisti um único segundo desta merda, e não fazia a menor idéia do que estava acontecendo. Porém, em um determinado momento, li no site UOL que o vencedor era um nazista. Procurei informações a respeito, conversei com pessoas, e descobri que era verdade, que o vencedor inclusive tem uma suástica desenhada no braço.
Este fato me deixou um tanto quanto chocado. Não estava acreditando que sequer havia algum ser humano capaz de defender esta imbecilidade, e ainda mais quando este ser humano é um brasileiro, um povo que vem de tantas miscigenações.
Algumas pessoas chegaram a afirmar que o rapaz em questão sequer sabe o que prega a filosofia nazista. Tudo bem, acredito que para ser participante do Big Bosta, cérebro não seja a qualidade mais forte do cidadão. Mas é muito difícil você não conhecer nada a respeito de uma filosofia que você abraça. E em geral, as pessoas associam o nazismo como uma forma de discriminar pessoas negras.
O sistema não deu certo já na Alemanha em um momento em que racismo e segregação estavam no auge. O mundo se colocou contrário a este babaquice. E em geral, este regime apresentou pouca coisa de interessante para o mundo. Talvez o patriotismo tenha sido a herança mais  forte desta desgraça para a raça humana.
Porém, fico intrigado em como um povo como o nosso pode colocar as glórias e considerar como um de seus principais heróis um ser que defende esta loucura. Como podemos enaltecer um regime que prega o ódio a todos aqueles que são diferentes? Como dar tanta audiência para algo que prega o assassinato de quem está contra o regime e contra o Estado?
Alguns afirmam que a Rede Globo manipula o resultado do programa.  Que seja. O problema continua fortíssimo. Aí teríamos a maior emissora de televisão da América Latina pregando abertamente um regime como estes. Já é claro que eles são alinhados radicalmente com a direita, e com tudo aquilo que represente continuísmo em toda nossa miséria. Mas daí a defender algo como o nazismo, seria demais. E subliminarmente eles começam a incutir coisas como estas na cabeça do povo.
São pensamentos que me vêm ocorrendo em decorrência do vencedor de um programa estúpido, assistido por uma audiência igualmente estúpida, ser portador de um regime ainda mais estúpido, o que nos colocaria no patamar de um povo irremediavelmente estúpido, vivendo dentro de um país estúpido, que nunca vai deixar de glorificar tal estupidez.

43 U/L de TGP


Entendeu? Pois é, eu custei. Quando recebi meus exames de sangue para nomeação do cargo de escrevente, alguns deram levemente fora do resultado padrão. Quando conversei com um médico sobre o assunto, o que ele me afirmou foi que este era o mais preocupante. O resultado padrão em questão fica entre 10 e 40 U/L.
O que isso quer dizer? Na verdade o exame aí mostra como anda o fígado do cidadão  (no caso, eu). Andei pesquisando bastante sobre o assunto na Internet, e descobri que este, assim como a maior parte dos exames pedidos pelo departamento médico refere-se ao uso de álcool, drogas e outros tipos de problemas relacionados a vicio. O engraçado é que sou um cara extremamente careta, e raramente bebo qualquer coisa alcoólica.
Depois de mais pesquisas e muito desespero, descobri que uma variação tão leve está ligada a coisas mais simples, como lesão nas enzimas que protegem o fígado, o que pode ter sido ocasionado por excesso de exercícios físicos ( que poderia ter ocorrido na época da musculação), ou mesmo um nível excedente de gordura no fígado, o que é mais provável, pois com tanta ansiedade esperando a nomeação, relaxei totalmente no que diz respeito à alimentação.
O que mais chama a atenção é a possibilidade de ficar retido numa perícia médica oficial por causa de 3 U/L de TGP no fígado. Esse tipo de coisa eu acho que resolvo assim que voltar à academia, ou agora que começo a retomar meu ritmo alimentar normal. Mesmo que fosse uma doença leve, com hepatite, não afetaria muito a qualidade do trabalho, pois seria algo facilmente curável.
Agora irei passar algumas noites de tensão esperando saber se esta merda vai ser tida como normal ou não, uma vez que os médicos do DPME costumam ser ultra cricas, e que qualquer variaçãozinha de nada podem ser suficientes para que eles indiquem que eu esteja inapto para o trabalho, o que irá resultar num pedido de reconsideração, e em seguida, uma ação judicial. Será?

Hoje, eu estou convencido!


Dia 07 de abril de 2010 eu me tornei um homem convencido pra cacete. Vamos começar toda a história...
Em 2004, ainda na pior fase da minha vida, eu, desempregado e querendo dar algum rumo para a minha vida, prestei o concurso de escrevente técnico judiciário. Eram 1009 vagas, e vi naquele momento uma oportunidade de começar alguma coisa. Português eu tinha algum conhecimento, apesar de não ser nenhuma maravilha em gramática. Mas legislação nunca tive nenhum contato. Um grande amigo, Renato, fez uma apostila com todos os artigos que cairiam naquele concurso, e eu comecei a estudar por conta própria.
Como ele estudava direito, fiz várias perguntas a ele durante o processo, mas em geral estudei sozinho o tempo todo. Ao final, fui classificado para a segunda fase, passando na prova de digitação. Fui bem na legislação, e acabei me ferrando em português, pois estava destreinado em gramática. Mas fui colocado como deficiente físico por um erro da organizadora, e acabei sendo desclassificado. Eu deveria ter entrado com uma ação judicial, mas por todos os problemas que vinha enfrentando, acabei deixando pra lá. Ao final, perdi a chance.
Em 2007, o concurso foi aberto novamente. Então estudei com ainda mais afinco. Comi meu livro de gramática, literalmente. Aprendi coisas que nunca mais tinha usado desde a escola, como análise sintática, morfológica, orações, tipos de orações, coordenadas, etc. Li ainda mais a legislação. Ao final de uma prova bastante complicada, acertei 59 questões de um total de 80. 26 das 30 de português. E no fim, estava no final da lista dos convocados para a prova de digitação. Fiquei bastante desanimado, pois tinha me esforçado muito. Fui fazer a prova, e terminei o pleito em 2109º lugar, sendo que eram oferecidas somente 349 vagas.
Acompanhei informações sobre o concurso ao longo de todo o período de validade, aguardando para saber se haveria prorrogação do prazo de validade, uma vez que o anterior não havia sido prorrogado. Quando se aproximou o término do prazo, todos estivemos aflitos. E no dia da divulgação da prorrogação, foi a grande vitória!
Tivemos uma grande aflição ao esperar para saber se a lei 500 seria mantida pelo tribunal, uma vez que o nosso governo lançou outra lei colocando termo à anterior. Na verdade, a única coisa que mudaria é que poderíamos ser chamados mais rapidamente por tal lei, e esperar apenas a conversão em cargo. E no fim, o Tribunal nos deu a alegria de manter a lei.
A cada dois meses, mais ou menos, uma leva de 100 a 200 escreventes era nomeada na capital. Um número maior do que o edital, e as esperanças eram constantemente renovadas. E a angústia passava a aumentar mais e mais. Eu sabia que iria acontecer comigo, e tinha minhas previsões. Só que primeiro o afastamento da lei 500, e em seguida a greve dos peritos do Estado, fizeram com que eu tivesse que esperar um pouco mais.
Então, eu resolvi casar. Comprei apartamento, fiz planos. A festa é cara. E no fim, comecei a depender um pouco da mudança de cargo, uma vez que professor todos sabem que ganha pouco. A ansiedade aumentou ainda mais. Para piorar, passei a correr o risco de prejudicar meus colegas de profissão, que lutaram tanto pela continuidade do curso EJA na minha escola, e agora veriam um dos professores abandonando o barco no meio do caminho, deixando os alunos sem professor praticamente no fim do curso.
Tudo isso ia aumentando a ansiedade, angústia, e o desespero. A cada dia que passávamos sem notícias, era um dia de tempestade. Todos os meus colegas torciam por mim, e sabiam que eu estava indo para algo melhor. Minha noiva esperava ansiosamente, assim como meus amigos. Apenas meu pai tentava me convencer, sem sucesso, a ficar na área da educação. Parecia uma corrida, quando estamos a poucos metros da linha de chegada. Eu passei a me alimentar mal, deixei um pouco de lado os exercícios físicos, me desconcentrei no trabalho, não conseguia mais ler, e fiquei um tanto quanto chato no meu relacionamento.
Na madrugada do dia 6 para o dia 7 de abril, fiquei até às duas horas da manhã esperando a divulgação do Diário Oficial antecipadamente, e nada. Fui dormir sem sono, e acordei às 5h30, para passar pela perícia médica para o cargo de professor da prefeitura. Fiz meu café, sentei quase desacordado no computador, e acessei o glorioso fórum PCI. E estava lá. A última nomeação, a ULTIMONA tinha sido divulgado. Todos os habilitados haviam sido nomeados. Todos os que sofreram este tempo todo estavam recompensados por tanta angústia. Ao final de toda esta agonia, éramos vencedores. Somos vencedores.
Depois de tudo o que passamos, é sensacional olhar para trás e ver que sobrevivemos de maneira brilhante a esta trajetória. É muito bom saber que superamos um pleito com 105.000 pessoas, depois de ralar muito. Que superamos todos os obstáculos e sobrevivemos, de certa forma, a nós mesmos. E que vemos uma grande vitória sendo realizada.
Valeu a pena superar todos os problemas emocionais do passado, reerguer das cinzas, comer o pão que o diabo amassou, e no final, saber que você vale o sacrifício. Nestes momentos percebemos que cada gota de suor e sangue derramados fizeram sentido em cada momento da vida.
Não posso reclamar muito, tenho uma ótima família, que apesar de todos os problemas ao longo da vida, e sofrimento que trouxe em algumas partes dela, soube superar a tudo, corrigir os erros, e tornar-se única. Tenho grandes amigos, daqueles que agente chama de irmãos, que já duram vinte anos, e temos certeza que seguirão por mais vinte, quarenta... não dependo de ninguém, e tenho a noiva mais maravilhosa que um homem pode querer. Mas saber que ainda por cima somos capazes de superar tudo e chegar ao fim com o “troféu”, deixa a coisa ainda melhor!
E agora novos desafios virão. Muita coisa ainda tende a acontecer. Provavelmente irei participar de outros concursos, de outras situações para colocar à prova minha competência. Mas eu já sei que se tudo mais falhar, eu já terminei a vida como grande vencedor. E acho que nada vai superar isso, jamais!